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O falacioso discurso da TV Digital: da interatividade

Interatividade. Substantivo feminino: ato ou faculdade de diálogo intercambiável entre o usuário de um sistema e a máquina, mediante um terminal equipado de tela de visualização. Etimologia: inter- + atividade. Teríamos algo como “ação no espaço”. Axiomático, não? O irônico é que a dita “qualidade do que é ativo”, da concepção do termo “atividade”, apresenta de imediato um contraste abismal com a essencialmente limitante linguagem televisiva e absolutamente passivo telespectador.

 

Como senso comum, a televisão é um meio de comunicação fundamentalmente passivo e massificado, em razão de fatores como, de maneira bastante genérica, da necessidade de impactar um grande número de espectadores para viabilização da produção dos programas – o que evidentemente requer um conteúdo e uma linguagem de fácil absorção à maioria – ao envio do sinal televisivo de um para muitos. Trata-se da própria definição do conceito de Broadcast, cuja principal característica é a de que a mesma informação é enviada para muitos receptores ao mesmo tempo, propriedade esta que nem mesmo a ascensão do sinal digital poderá por hora modificar.

 

Dedo na ferida

 

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Para entender a TV Digital: Bibliografia 3

A Nova M�dia“Mídia de massa, historicamente, significa produtos de informação e entretenimento centralmente produzidos e padronizados, distribuídos a grandes públicos através de canais distintos. Os novos desafiantes eletrônicos modificam todas essas condições. Muitas vezes, seus produtos não se originam de uma fonte central. (…) Sua inovação mais importante é a distribuição de produtos de voz, vídeo e impressos num canal eletrônico comum, muitas vezes em formatos interativos bidirecionais que dão aos consumidores maior controle sobre os serviços que recebem, sobre quando obtê-los e sob que forma.

No livro A Nova Mídia – A Comunicação de Massa na Era da InformaçãoWilson Dizard Jr. busca contextualizar a tradicional concepção em torno do termo “comunicação de massa” no que seria uma nova era tomada por profundas, abrangentes e velocíssimas mudanças por quais passam a história, a economia, a política e a sociedade no tocante à tecnologia. Wilson Dizard inicia o seu estudo abordando as transformações no cenário americano por quais passaram a TV, segundo ele o mais bem-sucedido meio de comunicação de massa dos tempos modernos, expondo que, durante a década de 90, as três grandes redes americanas – NBC, ABC e CBS – passaram a somar índices de audiência combinada em menos de 50% pela primeira vez desde o início das medições, quantificando uma mudança estrondosa num cenário em que o mesmo índice chegou a ser de mais de 90% por mais de 40 anos.

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