Para entender a TV Digital: Bibliografia 1

Em seu livro A Cultura Digital, Rogério da Costa faz uma análise geral de como o digital encontra-se cada vez mais presente e inserido na vida de um número cada vez maior de pessoas através da interação com os mais diversos aparelhos eletrônicos. O autor denota como a interação das pessoas com estes aparelhos se dá através da relação do indivíduo com o ambiente de informação – ou interface – que funcionam essencialmente como filtros de informações, apresentando ao usuário apenas aquilo que é do seu inteA Cultura Digitalresse.

 

O autor também destaca o indício da chamada “economia da atenção”, em que a grande moeda seria explorar a atenção consciente das pessoas e o que justificaria o poder das interfaces em prender essa atenção, motivos que vão desde o estímulo visual da imagem em movimento à necessidade humana de se manter informado e, principalmente, de se comunicar. Nesse contexto, a interatividade é colocada como fator-chave no despertar da atenção humana.

 

No que tange à TV Digital Interativa, utilizando-se como base o mercado europeu, o autor expõe os recursos digitais disponíveis através dessa nova tecnologia, dividindo-os em 3 conceitos distintos: EnhancedTV (possibilidade de se obter informações adicionais a respeito de qualquer programa), Canais Virtuais (serviços disponíveis 24 horas por dia como notícias, e-commerce, home banking, meteorologia, tráfego, jogos, etc) e iTV (recursos de comunicação como e-mail, chat e comunicador instantâneo). Rogério da Costa destaca a bem sucedida operação do iTV na Europa como evidência concreta da demanda do publico por comunicação multilateral, demonstrando a finalidade das pessoas de formar as suas comunidades, sendo a TV Digital Interativa um grande meio potencial para a criação de grupos de interesse distintos.

 

Já quando se refere à TV convencional, Rogério da Costa demonstra o gradual e expressivo crescimento dos níveis de interatividade desse meio com o seu público, seja pela participação dos telespectadores em decidir o futuro dos integrantes de reality shows, seja através da participação do público – por meio de fax, telefone ou internet – através de perguntas e opiniões, assim como votações, nos mais variados programas televisivos. Segundo o autor, apesar de existir apenas uma pequena porcentagem dos telespectadores que fazem uso efetivo dessas ferramentas de interação com as emissoras, o essencial na existência dessa possibilidade constante de interação é instaurar uma percepção de pertença, de grupo, de comunidade junto à audiência, sem a necessidade de haver realmente uma relação direta entre as pessoas.

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