Setembro 17, 2007...4:06 am

O deslumbre sócio-tecnológico inspirador de Pangea Day

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Pangea DayE o que poderia instaurar melhor uma suposta sensação de pertença a uma comunidade global – a qual se refere Rogério da Costa em “Cultura Digital” (ver post anterior) – do que o conceito proposto pelo Pangea Day? Trata-se de um pretensioso projeto idealizado por Jehane Noujaim, diretora de Control Room – documentário que discute a atuação do canal de notícias árabe Al Jazeera durante a invasão do Iraque, ao mostrar a versão da história que as redes americanas não mostraram. Noujaim acredita que o filme como meio pode ser utilizado como uma poderosa ferramenta de quebra de barreiras entre comunidades, culturas e nações distintas entre si.

O intuito do projeto foi divulgado na premiação da diretora na conferência anual do TED em julho de 2006 (o ex-presidente americano Bill Clinton e o vocalista do U2, Bono Vox, são alguns dos ganhadores de outras edições do prêmio), premiação esta que dá ao seu vencedor o direito de pedir “um desejo para mudar o mundo” (!) sem restrições propriamente formais e, depois de diversos meses de preparação, o desejo de Jehane foi enfim revelado na esperada cerimônia de premiação: mudar o mundo através do poder dos filmes.

Além da participação de celebridades como a especialista em comédias românticas, Meg Ryan, e a atriz blockbuster, Cameron Diaz, como também de renomados produtores e diretores como Lawrence Bender (Gênio indomável, Uma verdade inconveniente, Kill Bill), Alan Cumming (X-Men, Aniversário de Casamento, Cabaret) e JJ Abrams (Missão Impossível III, além das cultuadas séries Alias e Lost), sem dúvida que o que mais impressiona nesse anunciado evento é a possibilidade de participação de qualquer mero mortal do planeta que disponha de uma câmera na mão, uma idéia na cabeça – ah, sim, e alguma forma de acesso à internet para envio dos vídeos no YouTube.

Finalmente, no esperado dia 10 de maio de 2008, 4 horas de programação com filmes produzidos ao redor de todo o globo – juntamente com a participação de visionários, líderes religiosos e músicos – serão sediados em cidades como Nova York, Rio de Janeiro, Londres, Dharamsala, Cairo, Jerusalém, Kigali, etc, sendo simultaneamente transmitidos através de vídeo-conferência para os mais diversos meios de comunicação desde a televisão, passando pela internet, aos cinemas digitais e mesmo aos aparelhos celulares a uma audiência global.

Que os Glaubers Rochas de banda larga espalhados pelo mundo nos presenteiem com um Cinema que, caso ainda não o seja em termos de conteúdo, certamente que Novo já o é em sua forma.

” Pode o filme unir o mundo?
Em 10 de Maio de 2008, nós descobriremos.
 

Nesta era,
Imagens são poderosas.
Poderosas o suficiente para dividir
para espalhar o medo
para eliminar a esperança
Poderosas o suficiente para unir
Para construir
confiança, para inspirar à ação
Até agora, imagens de muitos
Tem estado na posse das mãos de poucos.
Finalmente isso está mudando.
Milhões de pessoas ao redor do mundo
estão contando suas próprias estórias.
Pela primeira vez na história
nós temos a chance de ver o mundo de outra forma
de vê-lo através dos olhos do outro
Imagine se nós pudéssemos adentrar
na cabeça de cada um por um dia.
O que nós veríamos?
Nós estamos prestes a descobrir.
Uma busca mundial acaba de começar
Para encontrar filmes de poderes singulares
Filmes que provoquem
divirtam
inspirem.
Filmes feitos pelo mundo
para o mundo.
No dia 10 de maio de 2008
milhões de pessoas ao redor do globo
irão reunir-se para testemunhar a esses filmes
num evento espetacular
transmissão ao vivo para o mundo inteiro
Visionários
e músicos
vão se juntar à celebração
E isso irá continuar posteriormente no ciberespaço
como uma nova comunidade global conectada
Você pode ser parte disso
Pangea Day
Nós queremos saber a sua estória.
Faça um filme. Envolva-se.

Registre-se em www.pangeaday.org
Então, compartilhe o seu filme em youtube.com/group/pangeaday

1 Comentário

  • [...] O livro coloca a genericamente televisão mundial, através do exemplo emblemático da rede americana de televisão CNN, como uma das expressões mais completas, sofisticadas e poderosas da pós-modernidade, naquilo que ela representa de excesso (de informação, velocidade, eficácia e simulação) e de falta (de sentido, profundidade, pensamento e materialidade). Nessa circunstância, pouco importa o conteúdo do que esta sendo transmitido sobre um determinado ponto do planeta a alguma determinada região de algum país. O grande objetivo de compartilhar informações entre diversas partes do globo é passar aos indivíduos a sensação de pertencimento ao mundo, mantendo o sentimento de comunicação com seus semelhantes, ainda que jamais os veja, ainda que permaneçam remotamente isolados em seus domicílios (ver Pangea Day, comentado em post anterior). [...]


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